O
4º Seminário de Práticas Educativas foi realizado no dia 18 de fevereiro de
2017, no pólo Três Rios - RJ, no período de 09h às 16h, com os alunos do 5º
período do curso de Licenciatura em Pedagogia, tendo suas atividades orientadas
pela tutora itinerante Maria. Na primeira parte da oficina, a tutora Maria nos propôs uma dinâmica de apresentação. Ela deixou espalhadas no chão algumas figuras de páginas de revista e pediu que cada aluno escolhesse a figura que mais se identificassem. A partir da escolha, foi proposto então, que cada aluno falasse seu nome, idade, profissão, estado civil, se já tinha uma graduação e o porquê da escolha da imagem. Após a dinâmica, a tutora Maria entrou no tema proposto para o 4º Seminário de Práticas Educativas, Projetos. Fizemos a leitura do texto do Caderno TV Escola e conhecemos através da leitura algumas experiências de professores que deram asas à sua prática pedagógica através de seus projetos. Assistimos o vídeo João-de-barro, um pássaro muito especial?, da Campanha Futura 2013. Em seguida, a tutora Maria nos questionou sobre o que é necessário para a execução de um projeto e em discussão cada aluno foi dizendo o que é importante para essa execução, como: Foco, Objetivo, Avaliação, Planejamento, Integração, Metodologia, Recursos, Relatório, Registro, Começar pela habilidade do aluno, Partir de um interesse ou uma necessidade, Pensar em um tema para o projeto. A tutora nos falou da importância e dos benefícios dos projetos na escola e quais podem ser os responsáveis pelos possíveis fracassos na execução dos mesmos. O primeiro desafio de um projeto é seduzir os outros participantes do projeto. Conversamos sobre alunos geração Z ou nativos digitais, que desde cedo tem acesso às mais diversas formas de tecnologias e que atualmente, representam um grande desafio para os professores, por isso, da importância de criar estratégias e projetos que estimulem essa geração. Assistimos o vídeo Thymus Natura, de Ricardo Guimarães, sobre Cenário, Transição e Evolução da Sociedade, das Empresas e do Trabalho. Assista abaixo:
Ao fim da oficina, Maria nos propôs um trabalho em grupo, onde nós deixaríamos de lado o papel do professor agente e mantenedor do conhecimento e passaríamos a ser o aluno agente e investigador. Além de criar o grupo, tínhamos que criar um nome para o mesmo, então criamos o grupo AS MAFALDAS, composto pelas alunas: Julliana da Silva Nascimento, Elisiane de Oliveira Pereira, Elivania Bernardes de Souza, Fernanda Tamiozzo Silva, Lizandra Damasceno de Oliveira e Salete dos Santos Chaves. A ideia do nome foi pensando na personagem Mafalda que em suas tirinhas está sempre preocupada com a humanidade e nos identificamos com a personagem de alguma forma. Em seguida a tutora Maria, nos propôs a seguinte atividade:
Analisando
as questões propostas, o grupo entrou em discussão tentando descobrir qual
seria o nosso objeto de pesquisa, surgiram então vários temas, tais como,
poluição do Rio Paraíba do Sul - RJ, contos infantis etc. O grupo então,
começou a encontrar o seu objeto de pesquisa após citarmos alguns contos
infantis como os Três Porquinhos e a Mamãe Ursa e nos aprofundamos nas
histórias, chegando aos seguintes questionamentos:
O
que fez os Três Porquinhos quererem sair de suas casas? A vontade de serem
independentes? Qual a ligação dessa história com a vida real?
Fazendo
esses e outros questionamentos, enfim, pudemos definir o ASSUNTO da nossa pesquisa: Autonomia
e Interdependência. E definimos quais seriam as perguntas norteadoras da
nossa pesquisa, seguem abaixo:
- Independência ou
autonomia?
- Geração "Nem
nem" X Geração autônoma. O que será do futuro das novas gerações?
- Quem é o Lobo Mau dos dias
de hoje?
- Como construir autonomia
na geração atual?
- Interdependência ou Morte?
- O "nós" nos faz
interdependentes?
Após
completarmos essa atividade, a tutora Maria, pediu que criássemos um grupo no
fórum de discussão dentro da disciplina 4º Seminário de Práticas Educativas,
como eu estava com o celular conectado a internet no momento, fui a responsável
pela criação do grupo. O objetivo desse fórum, era criarmos um espaço para
trocarmos ideias sobre o trabalho e sua execução, além de ser um espaço para os
tutores nos avaliarem.
Concluindo,
o 4º Seminário de Práticas Educativas,
foi muito produtivo e me trouxe muito conhecimento a respeito da
disciplina e das práticas educativas na escola.
Fica
claro então, que o professor precisa promover ações que interfiram de forma
positiva no desenvolvimento e habilidades dos seus alunos. É preciso criar
estratégias e aceitar as novas formas de ensinar. De acordo com Almeida (1999),
"a prática pedagógica por meio do desenvolvimento de projetos é uma forma
de conceber educação que envolve o aluno, o professor, os recursos disponíveis,
inclusive as novas tecnologias, e todas as interações que se estabelecem nesse
ambiente, denominado ambiente de aprendizagem."
Portanto,
o professor precisa enxergar as novas possibilidades de ensinar e acompanhar
esse novo processo. Tarefas exploratórias e investigativas criam oportunidades
para o envolvimento dos alunos com as disciplinas.
(Por Julliana Nascimento)
Referências:
ALMEIDA, Maria
Elizabeth Bianconcini. PROJETO: UMA NOVA CULTURA DE APRENDIZAGEM. PUC/SP, 1999
Independência ou autonomia?
- Geração "Nem nem" X Geração autônoma. O que será do futuro das novas gerações? - Quem é o Lobo Mau dos dias de hoje? - Como construir autonomia na geração atual? - Interdependência ou Morte? - O "nós" nos faz interdependentes?
(Por Elisiane de Oliveira Pereira)
Momento de interação com o material de estudo
O meu ano letivo de dois mil e dezessete antecipou com a organização dos cronogramas das disciplinas as quais eu havia inscrito para o primeiro semestre de dois mil e dezessete do quinto período do meu curso de pedagogia e dentre as disciplinas da grade mais uma vez constava o seminário de práticas educativas. Já é o quarto que participo, porém o que me deixou apreensiva era a aproximação do dia dezoito de fevereiro; data para acontecer a nossa oficina aqui no polo de Três Rios e comecei a interagir com a plataforma para buscar as informações na disciplina e estar a par das orientações ali contidas para esse dia.
Foi tão bom ser recepcionada com as boas vindas que trazia o tema para o semestre na qual eu era convidada a aceitar o desafio para discutir novas formas de aprender e ensinar conhecendo o trabalho com Projetos. Achei interessante o tema, pois seria algo que me daria a possibilidade de ampliar a prática do meu trabalho.
Logo a seguir a coordenadora da disciplina Andrea Castro se apresentou através de um breve vídeo de uma forma bem carismática dando dicas para que eu pudesse aproveitar integralmente esse dia que foi planejado carinhosamente pela equipe pedagógica com propostas e orientações que fundamentam as práticas educativas e assim encontrar respostas significativas para minhas curiosidades através de uma postura crítica, reflexiva e assim poder viver os paradigmas requeridos para a educação do século XXI.
A nossa interação com os participantes dessa oficina começou a ser dinamizada na plataforma através do fórum de apresentação para que pudéssemos ser conhecidas mesmo estando longe fisicamente. Eu particularmente acho essa ação interessante e proveitosa.
As orientações para eu continuar navegando pela disciplina , levou-me a iniciar minhas reflexões através da leitura de alguns trechos do livro” Pinóquio às Avessas” do escritor Rubens Alves; uma perfeita escolha para orientar e eu perceber que a dinâmica do conhecimento é a consequência da mobilidade que se dá as curiosidades, pois é ela a principal ferramenta que propicia a produção de significados dos questionamentos e sem elas serei pássaro engaiolados e colocarei em risco a minha essência do voo que será refletida em minha prática pedagógica.
O tempo todo, fui encorajada pela equipe da disciplina a fazer leituras para que eu pudesse ser participativa na oficina e que de fato contribuísse para a sua dinamização, assim iniciei minha leitura no caderno da TV Escola que contemplava em seu volume 3-1988, Diários e Projetos de Trabalho e percebi que mesmos os professores que já trabalham com projetos não estão imunes a dúvidas em relação a forma de conduzir o processo , por isso eu tenho que ser um eterno investigador da minha prática pedagógica e mudar minha postura para que eu seja colaboradora na recriação da escola, atuante como transformadora desse espaço ao oportunizar uma aprendizagem significativa para todos que ali dividem esse espaço, fazendo com que os alunos sejam atores por estarem diretamente envolvidos no processo de ensino aprendizagem.
Reflexões
Com essa leitura eu pude aprender que o trabalho com Projetos não é uma técnica que mesmo sendo atrativa irá transmitir aos alunos o conteúdo das matérias, mas é de fato uma mudança na postura que irá inovar o pensamento do professor em relação a sua prática e nas teorias que lhe sustentam. Sob esse olhar, o aluno será participativo, questionador, tomará atitudes mediante os fatos que o levará a investigação e nessa dinâmica, ele constrói tantos conceitos quanto informações novas que oportunizará fazer escolhas sob quais procedimentos deverá tomar ao se deparar com momentos de resoluções de problemas. Isso é uma exigência para dar conta da complexidade do mundo contemporâneo, pois esse encontra-se em profunda transformação, assim ele poderá perceber as causas das mudanças e posicionar criticamente diante delas.
Construir um projeto de trabalho, requer o conhecimento de alguns aspectos fundamentais, assim ele precisa ser construído coletivamente, problematizando questões que conduzirá o grupo a debates, discussões e reflexões. Os alunos são sujeitos ativos, porém o projeto deve atender aos interesses dos alunos, por conseguinte eles devem mostrar envolvimento, responsabilidade e compromisso no desenvolvimento da cooperação e solidariedade entre alunos e professores.
Os textos e vídeos disponibilizados na plataforma foram de grande ajuda para eu compreender a forma como a nossa oficina foi conduzida pela professora Maria, pois observei que ao direcionar suas ações em relação aos grupos presentes foi respeitado a diversidade dos estilos e ritmos de trabalho dos grupos, propondo que a escolha do tema seria feita por cada grupo, o que queríamos saber e investigar seria feito a partir de nossas dúvidas, curiosidades e indagações.
Pois é, meninas... Dentro desse um mês descobrimos como é bom o trabalho em grupo, mas também descobrimos que construir um blog colaborativo não é tão fácil assim, não é mesmo? Nos deparamos com muitas dificuldades e descobrimos que além do fórum de discussão, poderíamos contar com uma outra ferramenta que foi fundamental para que o nosso trabalho acontecesse, o Whatsapp. E isso, me fez refletir sobre as diversas formas de ensinar e aprender. Sei que o nosso foco e o foco desse trabalho era discutir dentro do fórum de discussão, porém na correria do dia-a-dia, a única ferramenta rápida que tínhamos em mãos era o Whatsapp. E aí me lembrei de uma das conversas que tivemos com a tutora Maria no dia do nosso encontro, quando ela citou a Geração Z. Se nós que não pertencemos a Geração Z tivemos dificuldades em nos manter conectados em uma única ferramenta, imaginem nossos alunos. Por tanto, é possível perceber que devemos dar aos nossos alunos a liberdade de serem ativos e participativos, dando a eles ferramentas que auxiliem e que agucem sua criativa e vontade de aprender. Que tal pensarmos nisso na hora de montarmos nossos projetos?
E olhem que interessante, usamos diversas ferramentas para a execução desse trabalho, o fórum, o Whatsapp, o blog, o e-mail, o computador... A união dessas ferramentas foi fundamental e conhecê-las como ferramenta de trabalho colaborativo foi melhor ainda.
Pois é, meninas... Dentro desse um mês descobrimos como é bom o trabalho em grupo, mas também descobrimos que construir um blog colaborativo não é tão fácil assim, não é mesmo? Nos deparamos com muitas dificuldades e descobrimos que além do fórum de discussão, poderíamos contar com uma outra ferramenta que foi fundamental para que o nosso trabalho acontecesse, o Whatsapp. E isso, me fez refletir sobre as diversas formas de ensinar e aprender. Sei que o nosso foco e o foco desse trabalho era discutir dentro do fórum de discussão, porém na correria do dia-a-dia, a única ferramenta rápida que tínhamos em mãos era o Whatsapp. E aí me lembrei de uma das conversas que tivemos com a tutora Maria no dia do nosso encontro, quando ela citou a Geração Z. Se nós que não pertencemos a Geração Z tivemos dificuldades em nos manter conectados em uma única ferramenta, imaginem nossos alunos. Por tanto, é possível perceber que devemos dar aos nossos alunos a liberdade de serem ativos e participativos, dando a eles ferramentas que auxiliem e que agucem sua criativa e vontade de aprender. Que tal pensarmos nisso na hora de montarmos nossos projetos?
ResponderExcluirE olhem que interessante, usamos diversas ferramentas para a execução desse trabalho, o fórum, o Whatsapp, o blog, o e-mail, o computador... A união dessas ferramentas foi fundamental e conhecê-las como ferramenta de trabalho colaborativo foi melhor ainda.